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Ficha de Cinema

Cine Teatro Batalha

Cinema

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Praça da Batalha

Com o pomposo nome de Salão High-Life, o novo espaço não passava de um grande barracão de madeira instalado na Feira de S. Miguel, nos terrenos da actual “Rotunda da Boavista”. Esta data marca também o nascimento da empresa Neves & Pascaud L.da, proprietária do “High-Life” e que, ainda hoje, mantém na sua posse os cinemas Batalha e Trindade.

O “High-Life”, depois de ter passado pela Cordoaria, mudou-se definitivamente para um requintado edifício da Praça da Batalha, com o nome de Novo Salão High-Life, designação que, em 1913, seria trocada por Cinema Batalha.

Nessa década, o Porto assistiu ao boom da exibição cinematográfica: foram criadas novas salas exclusivamente dedicadas ao cinema (o Cine Foz, o Cinema Éden, o Salão Trindade e os requintados Salão-Jardim Passos Manuel e Olympia - Kine Theatro, entre outros), muitos teatros apresentavam pequenos filmes nos intervalos dos seus espectáculos (os primitivos “Águia d’Ouro” e “Rivoli” – na altura Teatro Nacional –, o “Carlos Alberto” e o “Sá da Bandeira”) e até nos maiores armazéns comerciais eram criados espaços para a exibição da mais recente moda.

Com o advento do sonoro, a cidade do Porto assistiu, nas décadas seguintes, ao nascimento de uma nova geração de salas, estética e tecnicamente mais cuidadas. A primeira dessas salas, inaugurada em 1926, foi o novo Teatro Rivoli. Oito anos depois, é a vez do imponente Teatro S. João se virar para o cinema, uma mudança de estratégia que motivou a alteração do nome da sala para S. João-Cine.

Em 1947 é inaugurado o actual Cinema Batalha, descendente directo do “High-Life” e um espaço que viria a marcar profundamente a história do cinema portuense. Durante muitos anos, o “Batalha” foi o palco dos ciclos promovidos pelo Cineclube do Porto e bastião da qualidade cinematográfica na Invicta.

Nas décadas de 50 a 70 foi sendo inaugurado um conjunto de novas salas, conhecidas de quase todos, como o “Júlio Dinis”, o “Vale Formoso”, o “Terço”, o “Nun’Álvares”, o “Passos Manuel”, o “Pedro Cem”, o “Lumiére” e outras cujos edifícios não chegaram aos nossos dias. De facto, a década de 70 marca o início a uma época negra para os cinemas do Porto. Acompanhando a perda de espectadores, a maioria das salas diminuiu consideravelmente a qualidade das suas exibições, transformando-se em meros “cinemas de bairro”, em salas pornográficas ou, pura e simplesmente, em espaços vazios.

A exibição cinematográfica só ganha um novo impulso em meados dos anos 90, altura em que surge um novo conceito de cinema: os multiplex dos centros comerciais. Contudo, esta ressurreição de público não foi capaz de impedir que algumas das salas mais tradicionais da Invicta continuassem a morrer lentamente, como são os exemplos recentes do “Batalha” (felizmente já com um projecto de recuperação em curso, promovido pela autarquia portuense) e do “Trindade”.
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Seis Anos depois (Inês Schreck)

Seis anos depois de ter fechado para obras, o Cinema Batalha, no Porto, reabre hoje com o espectáculo de Ive Mendes. A cantora brasileira vai estrear o novo palco do grande auditório, frente a uma assistência de cerca de mil pessoas. Está garantida a enchente numa noite que servirá, também, para testar a reacção dos portuenses ao novo espaço. O equipamento ainda não está totalmente concluído e a verdadeira inauguração deverá ter lugar no próximo mês.

Hoje, os espectadores poderão conhecer o recuperado grande auditório, onde decorrerá o espectáculo (com cadeiras, palco e chão novos), mas terão apenas acesso ao piso do rés-do-chão. Ali, mesmo à entrada, vão ficar a loja do cinema, com uma variedade de artigos ligados àquela arte, um disc-jockey e um bar/cafetaria.

No fim-de-semana, abre o piso inferior, com workshops para crianças dos três aos oito anos (ler caixilho). A sala bebé será, por enquanto, a única onde poderão ser projectados filmes.

O atraso nas obras (a abertura chegou a estar prevista para o final do ano passado) ditou que a reabertura fosse faseada. "Não houve tempo para concluir os outros pisos", afirmou Laura Rodrigues, presidente da Associação de Comerciantes do Porto (ACP), que integra o gabinete Comércio Vivo, responsável pela recuperação do Cinema Batalha.

A exploração do grande auditório está a cargo da promotora Música no Coração, que, de acordo com Laura Rodrigues, já tem outros espectáculos na agenda.

Ontem à tarde, ultimavam-se os preparativos para a recepção a Ive Mendes, que além do palco vai também estrear os novos camarins. No átrio do Batalha, reinava a confusão, com mudanças de vidros, madeiras por serrar e chão para envernizar.

Na requalificação do espaço, orçada em um milhão de euros, optou-se pela manutenção dos materiais existentes - cobre e madeira - e por pintar algumas paredes de dourado. O cinema não vai ser esquecido, mas agora a aposta será mais diversificada. E os jovens serão um alvo privilegiado.

Uma das grandes novidades do novo Batalha é a recuperação do terraço, no último andar, com vistas sobre a cidade. "Nunca chegou a ser utilizado", referiu Laura Rodrigues, sem esconder a satisfação de "ver renascer o Batalha", que foi projectado pelo seu pai, o arquitecto Artur Andrade. "O cinema abriu precisamente no ano em que nasci (1947)".

 

 

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