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Ficha de Edifício

Palácio de S. João Novo

Edifício

Endereço:

Largo de S. João Novo, 11

4000 Porto

Contactos:

Tel: 22 2002010   Fax: Indisponível

Localizada no topo norte do Largo de S. João, o Palácio de S. João Novo apresenta-se-nos como uma casa apalaçada, em estilo barroco do segundo quartel do século XVIII. A sua construção serviu de habitação a muitos dos mais ilustres famílias do Porto, como está patente no brasão em granito colocado sobre a porta principal.

A autoria deste projecto divide opiniões pois que Robert C. Smith o atribui a Nicolau Nasoni e Jaime Ferreira identifica-o como obra de António Pereira.

O palácio ocupa um local de difícil implantação. O fundo da casa situa-se junto a um pano da muralha da cidade, parecendo ter sido escavado, na alta escarpa que se levanta atrás. Contra o declive estão as dependências do edifício, uma série de terraços, ligados por escadas, passadiços e ramadas, todos construídos em granito.

A fachada principal ocupa um terreno desigual, descendo de leste para oeste. No canto noroeste da praça a casa dobra-se em ângulo recto.

Chegados á entrada do edifício deparamos com uma escadaria aberta que ocupa toda a zona central do edifício. A portaria é dominada por um grande arco abatido apainelado, cujas molduras terminam num par devolutas. Aos dois lados da entrada o arco repete-se, como eco do motivo dominante.

Dois degraus por baixo do arco da escadaria conduzem ao vestíbulo, cujo fundo é formado por três arcos. O do meio dá acesso ao cofre-forte da família Costa Lima (que ainda conserva as primitivas grades de ferro) e os dos lados comunicavam com a escadaria.

Do vestíbulo vêem-se dois lanços de escadas que, atingindo o primeiro patamar, se combinam para formar uma só escadaria. Um grande portal à cabeceira da escada remata a composição, mantendo-se nele as formas quadradas do parapeito. A simplicidade da abertura evoca as portadas exteriores.

Durante a sua existência o palácio assistiu a muitos dos acontecimento históricos da Cidade, entre eles a Segunda Invasão Francesa, em 1809 e o Cerco do Porto, em 1832 nestas alturas este e muitos outros palácios foram abandonados pelos seus proprietários sendo ocupados pelos invasores e liberais.

Até que em meados de 1945 o palácio, então pertença da Junta da Província do Douro Litoral, foi transformado em Museu de Etnografia e História. Este museu, considerado o mais rico, deste género, em Portugal possui um acervo de mais de 4000 peças.

Nas diversas salas que constituem os três andares do edifício podemos apreciar variados exemplares de colecções artisticamente raras.

Logo à entrada no lado direito deparamos com um Lagar com Prensa e o Engenho de Linho. A sala de arqueologia, à esquerda, possui uma valiosa colecção de instrumentos de pedra e cerâmica do período do paleolítico.

Na sub-loja encontramos a Sala da Lavoura e a das Armas de Guerra da época das invasões francesas. No piso seguinte podemos admirar a Sala de Medicina Popular com a sua farmácia dos séculos XVIII e XIX e a Secções de Faianças possuidora de uma fabulosa colecção de tinteiros produzidos nas fábricas do Norte do país. Na Sala de Arte Sacra estão guardadas peças vindas da Igreja de s. João Novo. A sala de História possui uma numerosa colecção de peças romanas e objectos pré-históricos. Podemos ainda admirar um mapa ilustrativo da evolução do Homem, dos astros e dos animais até ao aparecimento de Cristo. Mapas e plantas da Cidade bem como peças e mobiliário regionais em castanho.

Esta pequena descrição nada é comparada com as inúmeras salas deste palácio que, nos inicio dos anos 80 começou a dar mostras da sua degradação, situação agravada pelo incêndio de 1984, embora sem consequência graves para o espólio do museu.

Até que em Maio de 1992 o museu teve que ser encerrado devido à falta de condições de segurança do edifício.

"O Instituto Português do Património Cultural organismo responsável pelo Palácio desde 1988 nunca chegou a fazer as obras de recuperação do edifício e muito embora se tenham já proposto diversos locais para a abertura do mesmo museu o Instituto Português de Museus garante que este vai permanecer no Porto ""porque as colecções que o integram fazem parte da memória afectiva e cultural da sua área metropolitana."

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