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Ficha de Edifício

Mercado Ferreira Borges

Edifício

Endereço:

Rua Ferreira Borges

4050-253 Porto

Contactos:

Tel: 222 002 022   Fax: Indisponível

Mercado Ferreira Borges foi baptizado com este nome com o intuito de homenagear um dos portuenses mais ilustres do século XIX, a quem a cidade (e o País) muito devem, José Ferreira Borges, de seu nome. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, desempenhou importantes cargos públicos e teve papel preponderante na revolução de 24 de Agosto de 1820, chegando a ser membro da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, proclamada nesse dia. Devido às suas actividades políticas e revolucionárias, viu-se obrigado, como muitos outros portuenses, a exilar-se em Londres, nos conturbados anos que se seguiram à revolução vintista.

"No exílio, exerceu (como Garrett e outros) notável acção como jornalista, participando em acesas campanhas e polémicas em defesa dos ideais revolucionários de 1820, entretanto abafados no País. Regressado a Portugal em 1833, logo tratou de elaborar o ""Código Comercial Português"", aprovado e promulgado ainda nesse ano. Fundador da Associação Comercial do Porto, representou um papel fundamental na reorganização das actividades económicas e comerciais no Portugal de oitocentos influenciando as relações comerciais durante muitos anos. Morreu em 1838, quatro anos depois de cegar completamente. "

Este edificio datado de 1885, por iniciativa da Câmara Municipal do Porto, tinha por objectivo substituir o velho e degradado Mercado da Ribeira, função que, praticamente, nunca chegou a cumprir. As obras ficaram concluídas em 1888, mas, 12 anos depois, em 1900, a Câmara verificava que o mercado não oferecia já boas condições para o público, discutindo-se então o destino a dar a esta estrutura. A verdade é que comerciantes, vendedores e público em geral não se afeiçoaram ao novo mercado, recusando-se a abandonar o secular mercado da Ribeira.

"Em 1904, entre as várias propostas sugeridas para o mercado, contava-se a de o adaptar a Museu Municipal ou de o transformar mesmo em jardim de Inverno, com valência também para exposições e festas elegantes. Essas ideias não vingaram na altura; mas, volvido quase um século, o Mercado Ferreira Borges está a ser utilizado para as mais diversas actividades culturais, depois da profunda remodelação a que foi sujeito, em 1983, inteiramente subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em regime de mecenato cultural. Construído quase em frente da sede da Associação Comercial do Porto (Palácio da Bolsa) e limitado pelas ruas de Ferreira Borges (a poente) e do Dr. Sousa Viterbo (a nascente) e pela Praça do Infante D. Henrique (a sul), este espaçoso mercado, cuja entrada principal está voltada para a rua que evoca, desde 1835, um dos portuenses mais ilustres do século XIX, tomou também o nome de Ferreira Borges. "

Este mercado, projectado pelo engenheiro João Carlos Machado, a pedido da Câmara Municipal (da qual era funcionário), levou três anos a construir (l885-1888). A ideia da sua construção surgiu em 1882, atendendo às más condições do Mercado da Ribeira. O processo foi conturbado e razões de vária ordem impediram que as obras se iniciassem logo. Após vários concursos, a sua construção foi adjudicado à Companhia Aliança (Fundição de Massarelos), por 70.900 000 reis. A construção deste mercado obedece a várias inovações técnicas, da inteira responsabilidade dos portuenses, nomeadamente na utilização do ferro fundido e do vidro. O amplo pavilhão, de forma rectangular e de um só piso, é formado por três naves espaçosas, assentes numa sólida sapata de granito. As três fachadas (já que no topo norte a estrutura está encostada a outros edifícios) apresenta grandes aberturas com persianas de cristal e três grandes portas de acesso (uma em cada fachada), também de ferro.

Do lado da Praça do Infante D. Henrique (construída na mesma altura), entre as duas escadas de acesso, houve, em tempos, uma bela fonte decorativa com duas figuras femininas, de bronze, lindamente modeladas, que foram depois colocadas nos jardins do Palácio de Cristal. A fonte recebia água dos mananciais de Paranhos e Salgueiros (que forneciam água à maior parte das muitas fontes que existiam espalhadas pela cidade) e tinha um espaçoso tanque e duas bicas, integradas em dois cangirões que as figuras femininas seguravam. Os elementos decorativos, utilizados em profusão, tanto no exterior como no interior do mercado, são do tipo clássico e reproduzem motivos vegetais, combinados com ornatos animalistas.

Interiormente, as estruturas metálicas estão assentes em colunas de ferro rematadas por capitéis corintios e suportam a cobertura de vidro.

As colunas têm, no interior, condutas de águas pluviais canalizadas para o rio, dezenas de metros a sul. Construído com materiais facilmente deterioráveis (nomeadamente o ferro e o vidro), o mercado foi-se degradando com o tempo. Tanto mais que, durante um longo período, esteve praticamente abandonado, servindo, entretanto, para vários fins. Chegou mesmo a estar nele instalada uma força do exército, arrecadando também material de guerra. Num anexo, do lado norte, funcionou uma cozinha para fornecer a chamada «sopa económica». Foi ainda garagem e armazém de retém. Nos anos 50, começou a ser utilizado pela Junta Nacional das Frutas, que nele instalou o Mercado Abastecedor de Frutas do Porto, acentuando-se a sua decadência. No fim dos anos 70, com a inauguração do Mercado Abastecedor de Chaves de Oliveira (em 1979), o Ferreira Borges voltou a ser abandonado. Em 1983, a Câmara Municipal, através do Comissariado para a Renovação Urbana da Área da Ribeira/Barredo (CRUARB) procedeu à recuperação da estrutura, um século depois da sua construção. Curiosamente, a renovação deste velho mercado foi feita pela mesma empresa que o construiu - a Companhia Aliança (Fundição de Massarelos).

Mas o mercado nunca mais voltou a desempenhar a sua vocação inicial. Este belo espaço, representativo da arquitectura portuense do ferro e do vidro (de que é também expressão «viva» a estrutura das gares da Estação de S. Bento e era, mais que estas construções, antes da sua abominável destruição, em 1951, o sumptuoso Palácio de Cristal, o autêntico, inaugurado em 18 de Setembro de 1865) é hoje utilizado para diversas manifestações e actividades culturais (exposições, feiras, mostras, certames, etc.) promovidas ou apoiadas pela Câmara Municipal.

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