A construção deste importante edifício, envolto em divergências quanto à utilidade real do projecto, foi mandado executar pela Misericórdia do Porto, num terreno situado nos chamados Casais do Robalo, sendo que, a primeira pedra foi lançada a 15 de Julho de 1770.
A fachada é constituída por cinco corpos de planos diferentes, com um corpo central mais saliente formado por um peristilo com seis colunas dóricas e rematado por um frontão.
A sua grandiosa concepção ficou muito aquém do projecto inicial, elaborado pelo arquitecto inglês John Carr, que desenhou um edifício quadrado, com quatro fachadas, abrangendo uma área de 28.721m2, ficando o centro interior a descoberto, onde se construiria uma capela integrada num extenso e magnânimo claustro.
Este arrojado projecto afastava-se muito das capacidades orçamentais da Misericórdia, uma vez que se previam encargos na ordem dos dois milhões de cruzados, cerca de oitocentos contos ouro. Mas mesmo assim foi mandado edificar, recebendo os primeiros doentes vinte e cinco anos depois, em 14 de Fevereiro de 1795.
Contudo a construção não havia terminado, e em 1850 estavam prontas as três fachadas do Hospital. A quarta fachada que constava do projecto não foi nem sequer iniciada e este permaneceu inacabado até aos dias de hoje.
Em 1993 iniciaram novamente as obras, na parte do terreno que havia ficado por construir, no projecto de John Carr, mas desta vez optou-se por dotar este histórico hospital portuense com novos e modernos espaços e melhores condições de atendimento aos doentes .
É de salientar o aspecto arquitectónico deste edifício que o torna num dos mais grandiosos da cidade do Porto.
Para a história resta apenas acrescentar que as obras da parte nova ficaram concluídas em Outubro de 1998, data em que foi aberto ao público.
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