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Ficha de Edifício

Farol de S. Miguel

Edifício

Endereço:

Passeio Alegre

Edificado em 1527 por ordem de D. Miguel da Silva, comendatário do mosteiro de Santo Tirso, ao qual pertencia o couto de S. João da Foz. A inscrição existente na parede sul refere que o prelado «consignou campos comprados com o seu dinheiro, com o rendimento dos quais foram acesos fogos de noite, perpetuamente, na torre».

CAPELA FAROL DE S. MIGUEL - O - ANJO

Nos séculos XV e XVI como consequência da crescente expansão marítima portuguesa no mundo a actividade económica do Porto era essencialmente o comércio ligado ao rio e ao mar.

Todavia, esta actividade pressupunha algumas condições que se tornaram essenciais para o comércio e seu consequente desenvolvimento. A primeira que urgia vencer, era a dificuldade que os navios encontravam na entrada da barra, dado que a mesma era bastante estreita e perigosa.

Uma das figuras que contribuiu para que tais dificuldades fossem minimizadas, foi D. MIGUEL DA SILVA, abade do mosteiro beneditino de Santo Tirso, mais tarde bispo de Viseu. A povoação de S. João da Foz do Douro era couto do mosteiro de Santo Tirso donatário do couto de S. João da Foz tendo sido ali que a acção daquele prelado mais se fez sentir.

D. Miguel da Silva queria construir na Foz do Douro um porto que rivalizasse com o de Lisboa e permitisse ao norte de Portugal um mais rápido e fácil acesso aos portos da Europa. Entre as várias obras que mandou edificar na Foz do Douro, deve destacar-se pela sua importância o Farol-ermida de S. Miguel-o-Anjo. Com o desenho do arquitecto italiano Francesco de Cremona, o monumento foi concluído em 1527.

Na Foz dos nossos dias, pode-se ainda admirar o que resta de uma pequena ermida, que funcionou como farol “de fogo e facho”. O professor Xavier Coutinho considera o Farol-capela como “a mais venerada e bela relíquia da farolagem portuguesa”, pois efectivamente parece ser o mais antigo de Portugal e um dos mais antigos da Europa.

Exteriormente, tem a forma quadrangular, mas o interior é octogonal, com alguns nichos nas paredes e segundo consta, teve em tempos, um altar barroco do século XVIII. No exterior numa pedra situada sobre uma janela voltada para o rio, foi gravada uma frase latina, dirigida aos barcos que demandavam a barra, que traduzida diz o seguinte: “Desejo que voltem sãos e salvos”. Noutra pedra está gravada a inscrição latina, que também traduzida diz: ”D. Miguel da Silva, Bispo eleito de Viseu, fez esta torre para governo da entrada dos navios e deu e consignou campos comprados com o seu dinheiro para que do respectivo rendimento se acendessem na torre fogos perpetuamente”. As principais funções deste monumento, eram as de “auxiliar a navegação” e para o efeito o próprio bispo, instituiu os meios necessários à manutenção do farol. Os rendimentos provinham dos impostos cobrados aos barcos, que demandassem a barra do Douro.

O que resta deste monumento, situa-se no cais do Marégrafo, à Cantareira, no lado esquerdo do Ouro, em direcção ao mar. Depois de ter servido de farol aos navios que demandavam o rio, mais tarde serviu de arrecadação de utensílios marítimos.

Esta ermida-farol foi substituída nas sua funções pelo actual farol denominado “Farol da Luz” à foz do Douro.

A FIGURA DE D. MIGUEL DA SILVA - BISPO DE VISEU

Uma das mais interessantes figuras do renascimento português foi D. Miguel da Silva, bispo de Viseu, que teve também a comenda do priorado do mosteiro de Landim; dos cónegos Regrantes; a abadia do mosteiro beneditino de Santo Tirso e o mosteiro de S. Pedro de Águias da ordem de Cister.

Inspirado no complexo portuário da Roma Imperial, mandou fazer importantes obras na Foz do Douro, ao tempo, couto do mosteiro de Santo Tirso. Recorde-se que na capital italiana se fazia uma interessante ligação entre a doca marítima e as instalações fluviais do estuário do Tibre. D. Miguel da Silva, queria construir na Foz do Douro, um porto que rivalizasse com o de Lisboa e permitisse ao norte de Portugal, um mais rápido e fácil acesso aos portos da Europa. Do conjunto das obras que o bispo de Viseu, mandou fazer na Foz do Douro deve destacar-se pela sua importância, a igreja construída entre 1527 e 1547. Está dentro do perímetro do castelo. Trata-se de um edifício de uma só nave, tipo igreja-salão, sendo o primeiro exemplar de igreja renascentista que se construiu em Portugal. Destaca-se na construção a enorme cúpula de gomos.

D. Miguel da Silva contratou para trabalhar no conjunto de obras da Foz, o arquitecto italiano Francesco de Cremona, que aqui trabalhou na qualidade de arquitecto privativo do bispo. Foi também o bispo de Viseu, quem mandou fazer o farol-ermida de S. Miguel-o-Anjo, na Cantareira. Diz-se que é o mais antigo farol existente em Portugal. Foi construído em 1527, sob desenho de Francesco de Cremona. Tem três inscrições contemporâneas da sua fundação. A planta exterior é quadrangular e o interior é octogonal.

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